Velhos anos!

Por: Getúlio Dutra

25/12/2015 - 10:12h

 

 

E eis que estamos novamente no Natal e no Final de Ano.

 

 

Estamos ao redor de mesas belíssimas na decoração, belíssimas com os manjares de Deus, mas ocas em sentimentos.

 

 

Sempre esquecemos dos anos velhos, aqueles anos 70 e 80 que construíram nosso caráter e personalidade. Anos de chumbo cor-de-rosa insanos malucos que nos fizeram delirar ao som do Led Zeppelin e do Kraftwerk, lembram, pequenos e orgulhosos maconheiros boleteiros?

 

 

Pois é. nos preocupamos com o ano que vem e desprezamos o passado, seus bostas!

 

 

Ninguém olha para o passado, e tenta rever tudo aquilo que fez de ruim, quantas vezes maltratou seu semelhante, quantas vezes roubou, quantas vezes mentiu.

 

 

Lentilha, rapidilha, milho em pó debaixo do travesseiro e a foto da Valeska Popozuda pra, quem sabe, ganhar um beijinho no ombro e continuar a mesma coisa que tu era ano passado, anos passados, antigos.

 

 

O que vem será, o que foi te constrói ou construirá. Meu passado me odeia, mas não consigo me odiar no passado.

 

 

Quero deixar esta mensagem a você que neste momento lê esta coluna repense tudo aquilo que fez; tudo aquilo que deixou de fazer, principalmente deixou de fazer. Sinta ódio por tudo isso.

 

 

Aliás, não me odeio, não, não. Acho que poderia ter sido mais amigo dos amigos e menos egoísta. Serei menos egoísta e me preocuparei mais comigo.

 

 

Poxa, me parece que não é bem isso, mas vá saber, não é? Estamos mais preocupados com o umbigo do mundo: nós!

 

 

Champanhe ou sidra de maçã dão na mesma porcaria quando te correm da festa por vomitar no tapete da sala, seu idiota convencional que resolveu meter a mão na bunda da Zelaide, vizinha da tua irmã, só porque ela se abaixou pra pegar um croquete de mondongo, que injustiça! E tu levou uma Espuma de Prata!

 

 

Mas, entre motos e queridos, digo, entre mortos e feridos entraremos em 2016 alegres, saltitantes e meio putos com o cunhado que contou que tu dá em cima da faxineira dele na frente de todo mundo. Vamu que vamu, queridos e queridas amiguinhas!

 

 

Preparem-se pro ano novo que bate na tua porta, queridos meliantes!

 

 

Desculpem-me se não entenderam o que escrevi. Confesso que eu também não entendi.

 

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