Tragédia ambiental em Mariana, Minas Gerais

Por: José Maciel

23/11/2015 - 11:57h

O que ocorreu naquele município mineiro, com efeitos catastróficos social, econômico e ambiental para uns foi fatalidade, para outros consequências irreparáveis em razão da irresponsabilidade humana e do Estado.

 

Humana, por estar em sua índole dizimadora dos bens da natureza sem a preocupação de servir-se destes de forma sustentável inspirados na lenda dos que matam a “galinha dos ovos de ouro”.

 

Do Estado, por abdicar de seu dever de proteger, deixando que a irracionalidade ambiental do homem se sobreponha ao dever, ignorando a missão preservacionista levando o patrimônio natural à completa ruína.

 

Houve extinção das espécies animais, florestais e aquáticas; O solo está prejudicado até a sua desertificação a ponto de torna-se inútil à produção e à sobrevivência dos seres do ecossistema, tudo, em nome da gula tributária associada à brutal irresponsabilidade dominante estatal.

 

A conivência deliberada do Estado à desastrosa utilização dos recursos naturais pelo homem são as únicas responsáveis pelo desiquilíbrio e morte do meio ambiente, em seu sentido amplo, razão de tudo que ocorre negativamente a título de resposta da natureza.

 

Certamente, antes da mão maligna do homem tocar na mãe natureza, a vida silvestre era imune às tragédias, até porque não havia motivos para tanto. O ecossistema se autoprotegia e por isto, a paz ambiental era completa.
A partir do momento em que o Arquiteto do Universo povoou com a humanidade a sua obra-prima para dela se servir, respeitá-la e preservá-la se abriram as porteiras para a devastação, cultura maldita incorporada em todas as gerações, algo que parece irreversível, não se vislumbrando outra perspectiva.

 

A insensatez humana e do Estado é tão gritante, que nem os constantes desastres ambientais com prejuízos de toda ordem é suficiente para a mudança de atitudes desses carrascos depredadores, conservando a “galinha dos ovos de ouro”.

 

Homem e Estado só deixarão de ser violões da natureza quando esta, sadia, produtiva e próspera não mais existir. Sua morte total é apenas questão de tempo. Mas os carrascos, impiedosos, vão junto.

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