Precisamos ter brio!

Por: Ricardo Almeida

17/12/2015 - 7:44h

 

 

Ultimamente estou me sentindo como aquelas velhas enceradeiras que rodavam e rodavam sem sair do lugar! Vira e mexe encontro-me falando por um motivo ou outro sobre o mesmo assunto. Penso que isso demonstra também que realmente o Brasil não consegue evoluir, não conseguimos sair do lugar, pois não resolvemos problemas que são seculares.

 

 

Somente para registrar e evitar más interpretações, principalmente às novas gerações, que podem pensar que ter brio é possuir aquele modelo de carro da Honda. Segundo os melhores dicionários brio é: “Sentimento de amor-próprio; manifestação de honradez, hombridade e dignidade”.

 

 

Realmente falta brio a esta nação, pois se assim não fosse, ou melhor dizendo, se tivéssemos brio, não chegaríamos a esse estado de crise econômica, administrativa, social, política e moral. O mais impressionante é que pequenos fatos aparentemente isolados conseguem comprovar essa tese.

 

 

O primeiro deles é o depoimento de um vendedor ambulante que foi às manifestações em favor do Impeachment. Para esse “cidadão”, se a presidente sair ou ficar pouco importa, o que importa é que ele conseguiu vender muito e ganhar dinheiro com esse movimento popular.

 

 

Essa postura já é de longa data conhecida e praticada pelos brasileiros: a famosa “Lei de Gerson”, a tradução do “levar vantagem em tudo”, é como se a pessoa se colocasse a margem de todo e qualquer processo. Para essa pessoa, nenhuma ação governamental a atinge, como se ela fosse imune a qualquer coisa, inclusive ao Zika Vírus. Podemos chamar isso de otimismo burro: “isso nunca vai acontecer comigo”, dessa forma, não preciso me preocupar, não preciso me envolver. Tradução: falta de brio.

 

 

O outro acontecimento, que realmente, em primeira análise nada tem a ver com nossa atual crise, é o caso da Fabíola Barros, gerente do Banco Santander, salvo engano de Belo Horizonte/MG. Ela foi flagrada pelo marido entrando em um motel com o “melhor amigo” do casal. A cena foi gravada e disponibilizada nas redes sociais.

 

 

As “pensantes” do “Neo-feminismo”, vão dizer: “o corpo é dela, ela faz o que quiser com ele”. Sim, sem dúvida isso é uma verdade incontestável. Porém ela possuía um “acordo” ao se casar e de uma forma ou outra manter esse casamento. No caso de ser contra esse “acordo” deveria então desfazê-lo, e aí sim, usar seu direito de “posse” do próprio corpo como bem entendesse.

 

 

Outro argumento que sempre vem à tona nessas situações é: “mas os maridos assim como todos homens não são confiáveis”. Bem, esse argumento não se sustenta, pois não posso basear minhas ações com base nas ações que condeno. Esclarecendo: não é por que o outro faz errado que “ganho” o direito de fazer errado também. Errado é sempre errado e não existe justificativa para isso. Tradução: falta de brio.

 

 

Assim se encontra esse país sem brio. Sem brio entre nossos políticos e sem brio entre a maioria de nossos compatriotas. Como iremos modificar esse país? Como iremos construir um futuro melhor? Com certeza se não tivermos brio isso não acontecerá! Poderíamos aproveitar o início de um novo ano para desejar além de saúde, paz e sucesso, um pouquinho, se é que isso é possível, de brio a todos os brasileiros.

 

 

O professor Clóvis de Barros possui uma aula sobre o assunto e creio que todos deveriam ganhar um tempinho ao assisti-la, assim deixo aqui o link dessa “iluminada” aula do professor Clóvis. https://www.youtube.com/watch?v=vB62HJsnlmI

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