“Nas praias, nos rios, no Senado… Sujeira pra todo lado. Que país é este?”

Por: Ricardo Almeida

30/11/2015 - 22:05h

 

 

Essa foi a manchete do Jornal Estado de Minas de 26/11/15, que realmente espelha a boa comunicação; e fizemos questão de homenagear nessa coluna. A boa comunicação se faz quando se consegue traduzir o sentimento do leitor.

 

 

Estamos em um momento delicado em nosso país, um momento de mais pura e forte indignação, realmente e literalmente é “sujeira pra todo lado”. Na semana passada assisti o programa Salomão Dois Pontos da Band News, onde o entrevistado era Rubens Antônio Barbosa que é o presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e que foi embaixador do Brasil em Londres de janeiro de 1994 a junho de 1999 e em Washington, de junho de 1999 a março de 2004. Dessa forma, conheceu de perto a política internacional praticada antes e depois do Partido dos Trabalhadores chegar ao poder.

 

 

Ouvindo sua opinião realmente devemos nos assustar e ficarmos muito preocupados. Em um mundo de rápidas mudanças onde a eminência de uma terceira guerra mundial está presente, eu fico realmente assustado e preocupado com o nosso Brasil.

 

 

Estratégias erradas, como por exemplo, apostar no enfraquecimento dos EUA, priorizando aliança com os mais fracos, criando o tal de BRICS (banco de fomento onde participavam: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que acabou de acabar, investindo no Mercosul e mesmo assim dando a esse órgão uma ação mais política do que comercial, não poderia resultar em outra coisa: deixou o Brasil isolado do resto do mundo. Não somos protagonistas, somos mais uma vez coadjuvantes.

 

 

Nesses últimos 13 anos, abriu-se escritórios de representação e embaixadas em mais de 70 países que hoje não se tem condições de manutenção, além de deixar de manter com eficiência algumas representações estratégicas em países muito mais importantes. Hoje possuímos dívidas com entidades que vão da ONU até a Organização Internacional de Café, o país tem perdido até direito ao voto. Por outro lado (ou do mesmo), a política externa do PT foi a de apoiar ditadores e terroristas.

 

 

Em meio a essa turbulência do cenário nacional e internacional, fico me perguntando se a imagem do Brasil hoje no mundo não seria propícia para recebermos uma avalanche de propagandas desmerecedoras de nossa condição. Do que falo? Quem são os muçulmanos? São a Al Qaeda? O “Estado” Islâmico? Não e não! Os extremistas que citei juntamente com todos os grupos extremistas que existem somam no máximo de 10% a 15% dos muçulmanos.

 

 

Hoje 100% dos muçulmanos são vistos como indesejáveis, a pergunta que fica é: não seria fácil espalhar essa mesma mancha sobre o povo brasileiro? Por que fariam isso, alguns (se não todos) vão perguntar? Simples, pelo mesmo motivo que sempre se iniciou uma guerra: dinheiro, por recursos que temos em abundancia e o mundo não, como a água, o minério, o petróleo do pré-sal etc…

 

 

Consciente de que não realizei uma boa comunicação, pois aqui fui egoísta e expus apenas o meu pensamento, fico tranquilo por poder externar minhas divagações e assim, quem sabe, colocar meu leitor para pensar.

 

 

Com certeza, muitos vão dizer que eu estou louco! Espero, sinceramente, que vocês tenham razão!

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