É possível termos um Brasil melhor?

Por: Ricardo Almeida

23/10/2015 - 18:22h

 

 

A utopia pode ser definida como ideia fantástica, porém imaginaria, ligada a perspectiva de uma civilização ideal. A palavra tem origem grega: “ou+topos” que significa “lugar que não existe”, termo criado pelo escritor inglês Thomas More em 1516, ou seja, muito próximo ao “descobrimento” do Brasil.

 

Alguns autores apontam que essa proximidade pode ser um dos fatores que explicariam o porquê de nosso país historicamente já ter sido descrito como a terra da utopia. A própria carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Miguel de Portugal aparentemente descreve uma terra absolutamente utópica.

 

Mas com certeza não precisamos ir tão longe para perceber que o imaginário da utopia está presente em nossos dias. Basta analisar com mais detalhe as manchetes dos jornais de nossos dias e verificar esse fato.

 

Um grande detalhe é que além de aparentemente utópico, o Brasil é uma país absolutamente paradoxal, ou seja, sempre apresentamos proposições e argumentos contrários ao pensamento humano.

 

Talvez sejamos o único país do mundo que teve uma ditadura militar de direita, que combatia com mãos de ferro o comunismo e tinha ações absolutamente socialistas, como a extrema participação do Estado em empresas de todos os setores, o rígido controle da economia entre outras ações próprias daqueles que eles combatiam.

 

O primeiro governo de Lula, declaradamente socialista, nomeia como seu ministro da economia um neoliberal e aprofunda as ações econômicas de Fernando Henrique. Depois de alguns anos de “estratégias” para vencer a fome e diminuir a desigualdade social, vemos hoje uma crise econômica e política que pode tirar em poucos meses os avanços conseguidos nessas áreas e, pior, colocar os menos favorecidos em uma situação pior que a anterior.

 

Mas se é certo dizer que a utopia jamais poderá ser atingida, porém não é certo acreditar que não devemos tentar. Voltamos aqui a um ponto básico, pois, qualquer que seja o problema discutido sobre o nosso país acabamos retornando: a educação!

 

Só poderemos tentar perseguir e projetar esse país ideal com o avanço no conhecimento. Existem dois tipos de tecnologia: as físicas, que sempre nos vêm a mente quando o assunto é inovação; e as tecnologias sociais, que estão absolutamente ligadas ao conhecimento, à ética, à credibilidade e à confiança.

 

Pesquisas apontam que na Noruega o índice de confiança que um cidadão tem no outro é superior a 65%, enquanto no Brasil é inferior a 25%. Dessa forma, nossa sociedade precisa avançar em suas tecnologias sociais para que isso possa se refletir nas tecnologias físicas.

 

Um bom início dessa transformação poderia ocorrer já no próximo ano, quando nossa democracia terá um novo evento: as eleições municipais.

 

A crescente especialização dos profissionais de comunicação nas cenas políticas tem demonstrado cada vez mais a necessidade de aprimoramento em conceitos, técnicas, civilidade e ética nas campanhas eleitorais e nas posteriores assessorias aos vencedores desse embate.

 

Justamente por isso, o Curso de Jornalismo da UnirG pretende lançar em 2016 uma pós-graduação de Assessoria e Marketing Político, pois é justamente dando educação de qualidade que podemos começar a pensar em um país melhor.

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