A doença da pressa

Por: Moyses Chaves

30/05/2016 - 17:09h

Estou com pressa para escrever este artigo porque tenho que atender um paciente daqui a poucos minutos. Não posso demorar. A qualquer momento posso ser chamado no Hospital para uma emergência e posso ter que parar tudo.  A maioria das pessoas é assim hoje. Não temos muito tempo. Já ouvi inúmeras vezes pessoas me dizendo que queriam que o dia tivesse 25 horas. Não seria suficiente. Sempre existe alguma coisa pra fazer. O mundo mudou e a quantidade de informações que vemos em todos os lugares é enorme. O modo de se trabalhar também foi mudando, as pessoas têm que produzir cada vez mais, melhor e mais rápido. O ser humano foi se adaptando a essa nova realidade e não percebeu que vivemos em situação de risco.

Quando  a pressa do dia-a-dia torna-se crônica e nada é feito para se mudar a rotina, o limite da pessoa é ultrapassado e ela adoece, tem a sensação de STRESS ou ansiedade a maior parte do tempo, preocupa-se exageradamente, sofre por antecipação, fica irritada com facilidade, tem problemas de memória, concentração, raciocínio, pode ter alterações de sono, apetite, desempenho sexual e até evoluir para um quadro depressivo.

E então Doutor? Sou apressado mas não quero ficar doente. O que fazer? A resposta é simples porém às vezes difícil de ser colocada em prática: investir em qualidade de vida. Este nome “qualidade de vida” pode parecer algo complicado mas nada mais é do que fazer coisas normais: dormir o suficiente para se sentir descansado, comer bem e adequadamente, não beber muito, fazer exercícios, amar alguém e fazer o que se gosta. Resumindo, gostar de você.

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