A crise financeira do Brasil

Por: José Maciel

29/10/2015 - 9:09h

A crise não é geral para todos os brasileiros. Um pequeno, mas poderoso grupo não está sentindo seus efeitos devastadores. Certamente, a exemplo de outras épocas quando ‘alguém’ a qualificava de marolinha.

 

A rigor, não poderia ser diferente. Este grupo está imune à tragédia. Eis algumas categorias privilegiadas: a) os políticos que fixam seus próprios subsídios e penduricalhos a perder de vista, no que se incluem os famigerados auxílios moradia (imoralidade); b) os que têm o poder da chantagem; c) os assaltantes armados e encapuzados; os engravatados; d) os banqueiros; e) os traficantes de armas e drogas; f) os falsos trabalhadores rurais; g) outros e outros.

 

Enquanto uns assaltam ao seu modo, a população que não faz parte dessas quadrilhas recebe, por imposição oficial, a missão de pagar o preço da roubalheira institucionalizada, via novos impostos e majoração dos velhos, das contribuições obrigatórias, das tarifas públicas, dos combustíveis, das taxas de juros etc, etc, etc.

 

Em épocas passadas não distantes essa mesma população foi vítima de tudo isto e até de confisco de suas economias e reservas em contas-correntes e poupanças bancárias (1990) na indigestão federal do então Presidente Fernando Collor de Mello, hoje, Senador por Alagoas, investigado pela Operação LAVA-JATO.

 

Sobre o tema, importa dizer que a crise econômica vigente é uma realidade que decorre de outra crise de gestão política, por ausência de responsabilidade, de patriotismo e de ética. Tudo isso é motivado pela inversão de valores e alimentado pela impunidade geradora da corrupção e da ganância insaciável prevalente no País.

 

Espera-se que a Operação LAVA-JATO, até então bem sucedida, passe ilesa por esta inversão de valores; o que não aconteceu com o julgamento dos mensaleiros ativos e passivos no STF, que começou bem, mas foi afrouxando depois da saída do Ministro Joaquim Barbosa.

 

Enquanto a plebe conta moedas para comprar pães, a classe média faz malabarismo para mudar seu ritmo de vida para tentar sobreviver e pagar tributos para sustentar as mordomias dos assaltantes do povo, uma minoria privilegiada esconde bilhões em contas no exterior; outros compram fazendas e gado no Pará; empresas prestadoras de serviços para o Governo etc, etc, etc.

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