2015: atolado na corrupção e na impunidade oficiais

Por: José Maciel

12/01/2016 - 20:24h

 

O ano que passou não foi de todo negativo para os brasileiros: sofreram com as crises econômicas, política, do líquido mais precioso e sagrado (água); com insegurança, sistema falido de saúde pública, da educação da “Pátria Educadora”. As três últimas são apenas agravamento.

 

 

Apesar de tudo há o que se comemorar e muito por algo que parecia intocável, a sólida e institucionalizada impunidade decorrente da não menos impregnada  corrupção protegida, alimentada e consentida nos diversos escalões do poder estatal e na cultura social de grande parte dos brasileiros.

 

 

2015 é para não nos esquecermos pelo que foi pontuado acima, mas principalmente por uma luz visualizada no fundo do túnel: o surgimento da Operação Lava-Jato formada por um pelotão de juízes federais, procuradores da República e policiais federais que saíram de suas zonas de conforto e da inércia para restabelecer as esperanças da população.

 

 

À frente desse pelotão, o juiz Sérgio Moro, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e diversos delegados e agentes da Polícia Federal dispostos a mudar o que parecia imutável. Investigou, prendeu, condenou figurões da roubalheira oficial e privada, repartiu parte do dinheiro público saqueado dos cofres nacionais.

 

 

Então, há, sim, o que comemorar. Que, 2016 seja nesse aspecto, continuidade aperfeiçoada da Operação Lava-Jato de sorte a atingir os ícones das quadrilhas oficiais ainda em suas trincheiras de conforto, certamente preocupados com o que poderá ser dito pelos delatores, antes, seus pau-mandados e “laranjas” a serviço de uma estrela maligna e seus símbolos.

 

 

Que o novo ano seja coroado pelas bênçãos Divinas, pelos milagres da Lava-Jato, do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, de sua Comissão Especial do Impeachment da Dilma, da investigação, pelo TSE, das contas eleitorais de 2014 alusivas ao estelionato implementado para a reeleição da mulher.

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